
FESTIVAL SANTA PLURAL - 3ª EDIÇÃO
A terceira edição do Festival Santa Plural reafirmou a força de um encontro que já faz parte do calendário do Colégio Santa Cruz. Realizado em agosto, o Festival reuniu cerca de 2 mil pessoas em dois dias de programação dedicados à valorização das culturas afro-brasileira e dos povos originários e ao compromisso com uma educação antirracista.
A programação teve início na sexta-feira, com a apresentação da peça "Macacos", de Clayton Nascimento, no teatro do Colégio. Com casa cheia, o espetáculo emocionou o público e abriu o Festival propondo uma reflexão potente sobre o racismo estrutural no Brasil.
No sábado, o campus foi ocupado por música, dança, literatura, rodas de conversa, oficinas, pinturas corporais e atividades para diferentes idades. Ao todo, foram 17 atrações, distribuídas entre os palcos Sons Plurais, Falas Diversas e Espaço Curumim, além de exposições e apresentações de alunos do Ensino Fundamental 1 e 2 e do campeonato de basquete 3x3 dos estudantes do Ensino Médio.
Entre os destaques da programação estiveram Leo Embrasa; as oficinas Corpo e Festa e de Passinho, com VN Rodrigues; as conversas com Arassari Pataxó, Marcelo D’Salete e Raull Santiago; atividades de capoeira, jongo, carimbó e congada; o Coletivo Luderê Afrolúdico; Meninas em Campo e as tradicionais tranças nagô. O show de Zé Manoel, encerrou o evento com as participações especiais de Luciana Mello e Evandro Okàn, celebrando, junto ao público.
A Alameda Criativa também integrou a programação, reunindo 25 empreendedores e fortalecendo a presença de iniciativas e produções autorais ligadas à cultura e à diversidade.
Nesta terceira edição, o Festival ampliou ainda sua ocupação dos espaços do Colégio, chegando pela primeira vez ao teatro e ao ginásio e criando novas possibilidades de circulação e encontro entre estudantes, famílias, educadores, artistas e convidados.
Mais do que uma programação cultural, o Festival Santa Plural vem se consolidando como um espaço de celebração, aprendizado e construção coletiva. A cada edição, cresce o público, amplia-se a participação da comunidade e se fortalece o propósito de reconhecer e valorizar diferentes histórias, saberes, expressões e formas de estar no mundo.




